A PHP Error was encountered

Severity: Warning

Message: file_exists() [function.file-exists]: open_basedir restriction in effect. File(../../attach/fonts/impact/impact.ttf) is not within the allowed path(s): (/home/hosting/mixbrasil)

Filename: helpers/captcha_helper.php

Line Number: 189

MIX Brasil - Pride - Redação - PV de São Paulo tem pré-candidato gay a vereador da capital
 
 
 
 

Pride

24/04
10:04

PV de São Paulo tem pré-candidato gay a vereador da capital
Postado por: Redação

1
A A A
Imprimir

Douglas Drumond é pré-candidato gay a vereador pelo Partido Verde de São Paulo

 

 

Douglas: seu eu não fizer, quem vai fazer?

Douglas: seu eu não fizer, quem vai fazer?

Douglas Drumond se tornou um nome conhecido no mundo gay por sua atuação militante e por ter criado um novo conceito de conforto em saunas com sua já extinta 269, da qual diz ter muito orgulho. Depois de cinco anos de militância e investimentos empresariais, ele decidiu ser pré-candidato a vereador pelo Partido Verde (PV) de São Paulo e contou como pretende atuar na Câmara Municipal.

Prestes a inaugurar seu hotel para solteiros Chilli Pepper, o empresário explica que seu aartido vem abrindo cada vez mais espaço para a diversidade sexual e diz qual ser o motivo pelo qual a comunidade LGBT ainda não elegeu seu representante na capital paulista. “Somos a maior comunidade gay do mundo, só que o povo do Brasil inteiro migrou para São Paulo, mas ninguém tem título de eleitor aqui.”

Você tem um histórico militante, mas é a primeira vez que sai candidato, não é?
É a primeira vez. Eu fui pré-candidato a deputado federal já, mas na época a gente tinha o Ale Youssef que também era do Partido Verde (PV), então dentro do partido a gente optou pela candidatura dele porque ele tinha um trabalho mais antigo do que o meu aqui em São Paulo. A gente falava com o mesmo tipo de pessoa, com a mesma linguagem. Então a gente resolveu que ele seria o candidato.

E como veio a decisão de se candidatar neste ano?
Eu já desenvolvo esse trabalho com a diversidade sexual dentro do Partido Verde há cinco anos. e aí a gente tem a Léo Áquilla que é a candidata LGBT do Brasil mais votada nas últimas três eleições, então eu fiz uma coladinha com ela e a levei para o PV. Estávamos até agora aguardando para ver quem vai se candidatar, e eu dizendo que deveria ser a Léo por ela ter esse histórico de eleições, de militância em São Paulo também mais antiga do que eu. E eu respeito demais essa persistência por um trabalho. Então a Léo Áquilla agora, pelo que tudo indica, ela está indo para o programa “A Fazenda”. A gente já tem diversos rumores na internet, em jornais e revistas. Já saiu em vários lugares. E “A Fazenda” é bem na época da eleição, então ela não teria como fazer os dois. Então eu estou como pré-candidato a vereador pelo Partido Verde.

Em cinco anos de PV você deve ter definido algumas prioridades a serem realizadas. O que você pretende fazer depois de eleito?
O gabinete já está decorado? Segundo as regras do Clodovil. Parece que é uma futilidade, mas não é. É de extrema necessidade que você se sinta confortável no ambiente de trabalho para se começar a desenvolver qualquer coisa. A primeira coisa é fortalecer o que já existe. A Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual (Cads) da Secretaria de Participação e Parceria da Prefeitura de São Paulo. Ver as ONGs que já trabalham, como a Câmara de Comércio, como o Festival MixBrasil de Cinema, o Comitê Desportivo GLS Brasileiro (CDG), ver essa turma todo que já está persistentemente executando um trabalho sem lucro. Cuidar do que já existe, tentar crescer isso. O nosso movimento é bem completo, mas ele ainda está desunido. Então eu gostaria se eleito for nesse gabinete unificar todo esse movimento de associação de Parada LGBT, de Parada Lésbica, de travestis. Fazer com que todo mundo cresça. E se eu estou trabalhando com HIV positivo e você também é bom que façamos juntos, conectar essa linguagem, crescer em um movimento de união. Que é o que eu proponho no Casarão Brasil, que juntou um monte de ONG em um lugar só. As pessoas de lá até hoje se conectam, com trocas de experiências. Assim a coisa começou a fluir de uma forma geral. Esse gabinete seria a continuidade desse trabalho do Casarão Brasil como um todo, da Câmara de Comércio tentando unir os empresários. Tentar fazer com que os estabelecimentos GLS não sejam tão fechados como eles são. A gente não tem nenhum representante oficial na Câmara de São Paulo. O que mais me assusta, mais me faz ficar à disposição desse cargo, pessoalmente, são as bancadas religiosas. Eu fico assustado com elas. Têm avançado e crescido de uma forma tão negativa ao meu sentimento instintivo, um sentimento que eu nasci com ele. Eu fico bastante preocupado com o que eles são capazes de fazer, por isso estou me dispondo a ser candidato a vereador.

Onde você pretende buscar votos? Usando qual estratégia?
Pra ser sincero eu ainda não tenho isso planejado, porque agora estou focado aqui nas obras do Hotel Chilli Pepper, a gente inaugura em abril, então eu tenho feito uma coisa de cada vez. Eu acredito que a partir do dia 1 de maio eu vou estar já planejando, estudando, fazendo essa estratégia de campanha, que já está sendo elaborada pelo partido. Você já acompanha o que o partido determina. Eles têm experiência. O presidente municipal é o padre Camacho, um senhor que já tem décadas de experiência em campanha. Então eu vou escutá-lo bastante sobre como formatar essa campanha, mas eu ainda não pensei nessa estrutura. A gente já definiu que o nosso coordenador é o Luis Carlos Borges, que também já fez diversas campanhas na vida. Ele já foi chefe de gabinete do secretário de Deficiência, Marcos Belizário. É uma coisa partidária. Se decide dentro do partido que a gente vai ter um representante LGBT para concorrer, que é o primeiro do Partido Verde. A comunidade LGBT dentro do PV é muito pequena, eu chamo todo mundo para poder ir lá, se filiar, desenvolver esse trabalho que é voluntário. Ser político para mim é um trabalho voluntário. Eu vou deixar de trabalhar nas minhas empresas onde obviamente eu tenho uma renda maior do que a que eu vou ter como vereador. Não estou saindo candidato pelo dinheiro. Não tenho certeza, mas acredito que um salário de vereador aqui em São Paulo deve ser em torno de 16 mil reais. Para você fazer uma campanha política hoje você teria que investir no mínimo 1 milhão de reais em uma campanha de vereador. Eu já tenho recebido umas mensagens pelo Facebook falando ‘ah, eu quero te mandar uma proposta’. As pessoas têm a impressão de que eu sou multimilionário, ótimo, que elas continuem com essa impressão, mas eu jamais investiria 1 milhão em um negócio que depois eu teria um retorno de 16 mil reais por mês. Eu me dôo fisicamente porque tenho a capacidade sim, mas ser vereador não é um negócio para mim. Para isso eu não farei investimentos de recursos próprios nenhum. O que eu farei é a continuidade dessa trajetória voluntária que eu venho fazendo.

É importante ter representantes LGBT no poder?
É necessário para a sobrevivência dos estabelecimentos, das organizações, dos festivais, das cooperativas, do que for. Porque os religiosos estão crescendo cada vez mais. Acreditem, isso acontece em uma cidade do tamanho de São Paulo no ano de 2012, as pessoas têm a impressão de que não, que hoje em dia é diferente. E continuo insistindo no gay que ele é adolescente por mais tempo. Ótimo, somos sim, maravilha na vida. Mas a gente tem que ter uma consciência política também nesta adolescência. Eu acredito que os gays não vão votar por preguiça, o dia da eleição acaba virando um feriado e ninguém sai de casa para ir votar. Estou pedindo para os gays que não são da cidade transferir seus títulos. Nós somos a maior comunidade gay do mundo, só que o povo do Brasil inteiro migrou para São Paulo, mas ninguém tem título de eleitor aqui. A gente não consegue eleger um candidato destinado a trabalhar pela comunidade exatamente por preguiça. Porque a capacidade em números a gente tem. Está na hora de parar para pensar: eu moro em São Paulo, vou votar aqui. Essa sensação de que ‘vou rever a minha família’ não existe mais, é uma ilusão que a gente cria e acaba não indo votar.

Você acha que o gay vota em candidato LGBT?
Vota, eu acho que sim. Eu sempre faço pesquisas, vou aqui na Avenida Vieira de Carvalho e faço perguntas. Tem a Miriam Queiroz que também faz muito isso pra mim, a Alcione também faz. As pessoas votariam, só que elas não têm essa responsabilidade de transferir o título e no dia da eleição acordar e ir lá votar, vira feriado. Essa preguiça não pode existir mais, porque se agora eu estou deixando de votar para ir a uma balada, daqui a pouco essa balada não vai estar lá mais. Os evangélicos estão crescendo em números. Eu não estou a fim de curar evangélico nenhum, mas eles querem me curar não sei de que. Eu fico muito preocupado com isso.

Você se sente pronto para entrar na Câmara e bater de frente com esse povo então.
Olha, eu sempre tive trabalho avant garde, uma coisa meio avançada. Porque eu sempre pensei que seu eu não fizer, quem vai fazer? Eu estou desta vez seriamente decidido a concorrer a esse cargo de vereador em São Paulo porque a gente precisa ter um representante dentro da Câmara. Acho que agora era hora de unir toda a comunidade em torno de um candidato, em vez de diluir voto. Fazer as pessoas entenderem que eleição não é uma coisa para se promover, não é para se tornar uma pessoa conhecida. Não é isso, é preciso desenvolver um trabalho. A campanha deve ser consequência desse trabalho já desenvolvido, e não fazer uma carreira através de campanhas. A campanha se torna uma forma de promoção. 

 

 

1
A A A
Imprimir

veja mais

1 Comentário(s)

  • Rafael 07/10/2012 06:10

    achei intereçante pois ,até agora da categoria lgbt só tinha visto o "sérginho" nada contra ele (adoro a loka), mais sériamente não acredito que ele tenha uma proposta tão séria, gostei de saber que tenho uma opção de voto mais séria...

comente

Nome:


E-mail:

(Seu endereço de e-mail não será exibido)
Comentário:

Últimas notícias

mais postagens

Mais lidas

mais postagens

Sexo